Política
"Não vou ser pai da austeridade". Montenegro insiste no equilíbrio face à escalada dos combustíveis
O primeiro-ministro propõe-se “utilizar toda a diplomacia portuguesa” com um objetivo: “o mais depressa possível, estabilizar o mercado dos combustíveis”.
Luís Montenegro voltou este sábado à carga com a posição que assumiu na última semana, ao anunciar medidas calibradas de resposta aos impactos económicos da subida dos preços dos combustíveis. Recusando-se a ser “o pai da austeridade”, o primeiro-ministro reiterou que “o dinheiro vai ficar mais caro” se o Governo for “demasiado voluntarista”.
“Se desequilibrarmos as contas, se formos demasiado voluntaristas e facilitistas, o dinheiro vai ficar mais caro e é preciso pagá-lo, é preciso pagar o preço do dinheiro”, quis enfatizar Montenegro, que falava aos jornalistas em Esposende, à margem de uma homenagens aos antigos ministros Oliveira Martins e Couto dos Santos.
“É uma equação que é sempre complexa, mas com tive ocasião de dizer aos portugueses na quinta-feira, nós não trocamos esta política por nenhuma outra”, acentuou o governante.“Não vale a pena vendermos a ilusão de que a ajuda do Governo pode ir ao ponto de eliminar um aumento de preços que não dominamos”, sublinhou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro ensaiou mesmo uma pergunta: “Serão mais cinco cêntimos ou dez cêntimos de desconto suscetíveis de fazer uma alteração completa da vida das pessoas, para amanhã termos mais 40 ou 50 cêntimos para pagar?”.
Propondo-se empregar “toda a diplomacia portuguesa”, junto das organizações internacionais, para procurar a estabilização do mercado, o chefe do Executivo de PSD e CDS-PP enumerou medidas já anunciadas.
“Na próxima semana, teremos um desconto acumulado na gasolina e no gasóleo de 25 cêntimos para toda gente. Em cima disso, temos um apoio de dez cêntimos para o gasóleo agrícola e colorido e temos a reedição de um instrumento de apoio aos transportadores de mercadorias e de passageiros, às instituições particulares de solidariedade social, aos bombeiros e aos táxis, tudo isto envolvendo um esforço que, com todas as medidas que já tínhamos tomado - a botija solidária, os apoios aos fertilizantes e fatores de produção - vai ascender no final deste ano a cerca de 2.300 milhões de euros”, fez notar. Questionado sobre as queixas de transportadoras e dos próprios bombeiros, perante a subida dos preços dos combustíveis, o primeiro-ministro voltou a lançar mão das medidas conhecidas.
“Estamos a tentar calibrar todas as medidas para beneficiar os sectores específicos que têm maior exposição e, ao mesmo tempo, não descurar uma política de aumento do rendimento das pessoas. E por isso estamos a descer pela quinta vez o IRS, estamos a atribuir, pelo terceiro ano consecutivo, um suplemento extraordinário aos nossos pensionistas”.
“Estamos a ter uma visão transversal para termos crescimento económico, valorização dos salários e dos rendimentos das famílias e das pessoas e para termos contas públicas equilibradas”, completou.
“Eu não vou ser o pai da austeridade”
Adiante, Luís Montenegro foi confrontado com as críticas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no sentido do que este considera ser a necessidade de uma governação com maior audácia.
“O que eu tenho a dizer é aos portugueses. Estamos a construir um país que tem o reconhecimento internacional como sendo seguro, com grande aptidão para as novas tecnologias, que está a dar instrumentos aos seus jovens para os poder reter e onde os impostos sobre o trabalho estão a diminuir, um país que não deixa ninguém para trás”, retorquiu, referindo-se à educação, à saúde e à mobilidade.
Quanto ao contraste com a política prosseguida pelo Governo espanhol, para atenuar os impactos da crise dos combustíveis, Montenegro recusou trocar a situação portuguesa pela do país vizinho.
“A situação financeira é mais favorável. Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar às famílias e às empresas, significaria cortes”, advogou.
“Eu não vou ser o pai da austeridade. Estou aqui para cuidar do dia de hoje e de amanhã. Eu pergunto aos cidadãos do lado de lá da fronteira o que é que acham da fiscalidade sobre os rendimentos do trabalho, da fiscalidade sobre o rendimento das empresas, sobre a perspetiva de terem de pagar a dívida e o défice que estão a acumular”, continuou.
“Não estou a entrar numa polémica com o meu colega do lado de lá. Não troco o meu pelo outro”, rematou.
“Se desequilibrarmos as contas, se formos demasiado voluntaristas e facilitistas, o dinheiro vai ficar mais caro e é preciso pagá-lo, é preciso pagar o preço do dinheiro”, quis enfatizar Montenegro, que falava aos jornalistas em Esposende, à margem de uma homenagens aos antigos ministros Oliveira Martins e Couto dos Santos.
“É uma equação que é sempre complexa, mas com tive ocasião de dizer aos portugueses na quinta-feira, nós não trocamos esta política por nenhuma outra”, acentuou o governante.“Não vale a pena vendermos a ilusão de que a ajuda do Governo pode ir ao ponto de eliminar um aumento de preços que não dominamos”, sublinhou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro ensaiou mesmo uma pergunta: “Serão mais cinco cêntimos ou dez cêntimos de desconto suscetíveis de fazer uma alteração completa da vida das pessoas, para amanhã termos mais 40 ou 50 cêntimos para pagar?”.
Propondo-se empregar “toda a diplomacia portuguesa”, junto das organizações internacionais, para procurar a estabilização do mercado, o chefe do Executivo de PSD e CDS-PP enumerou medidas já anunciadas.
“Na próxima semana, teremos um desconto acumulado na gasolina e no gasóleo de 25 cêntimos para toda gente. Em cima disso, temos um apoio de dez cêntimos para o gasóleo agrícola e colorido e temos a reedição de um instrumento de apoio aos transportadores de mercadorias e de passageiros, às instituições particulares de solidariedade social, aos bombeiros e aos táxis, tudo isto envolvendo um esforço que, com todas as medidas que já tínhamos tomado - a botija solidária, os apoios aos fertilizantes e fatores de produção - vai ascender no final deste ano a cerca de 2.300 milhões de euros”, fez notar. Questionado sobre as queixas de transportadoras e dos próprios bombeiros, perante a subida dos preços dos combustíveis, o primeiro-ministro voltou a lançar mão das medidas conhecidas.
“Estamos a tentar calibrar todas as medidas para beneficiar os sectores específicos que têm maior exposição e, ao mesmo tempo, não descurar uma política de aumento do rendimento das pessoas. E por isso estamos a descer pela quinta vez o IRS, estamos a atribuir, pelo terceiro ano consecutivo, um suplemento extraordinário aos nossos pensionistas”.
“Estamos a ter uma visão transversal para termos crescimento económico, valorização dos salários e dos rendimentos das famílias e das pessoas e para termos contas públicas equilibradas”, completou.
“Eu não vou ser o pai da austeridade”
Adiante, Luís Montenegro foi confrontado com as críticas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, no sentido do que este considera ser a necessidade de uma governação com maior audácia.
“O que eu tenho a dizer é aos portugueses. Estamos a construir um país que tem o reconhecimento internacional como sendo seguro, com grande aptidão para as novas tecnologias, que está a dar instrumentos aos seus jovens para os poder reter e onde os impostos sobre o trabalho estão a diminuir, um país que não deixa ninguém para trás”, retorquiu, referindo-se à educação, à saúde e à mobilidade.
Quanto ao contraste com a política prosseguida pelo Governo espanhol, para atenuar os impactos da crise dos combustíveis, Montenegro recusou trocar a situação portuguesa pela do país vizinho.
“A situação financeira é mais favorável. Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar às famílias e às empresas, significaria cortes”, advogou.
“Eu não vou ser o pai da austeridade. Estou aqui para cuidar do dia de hoje e de amanhã. Eu pergunto aos cidadãos do lado de lá da fronteira o que é que acham da fiscalidade sobre os rendimentos do trabalho, da fiscalidade sobre o rendimento das empresas, sobre a perspetiva de terem de pagar a dívida e o défice que estão a acumular”, continuou.
“Não estou a entrar numa polémica com o meu colega do lado de lá. Não troco o meu pelo outro”, rematou.